14 outubro 2006

Alckmin é a favor da privatização

Paulo Henrique Amorim

11/10/2006 12:04h


Em 1996, Mário Covas, governador de São Paulo, nomeou o vice, Geraldo Alckmin, coordenador das privatizações. Alckmin coordenou o PED (Programa Estadual de Desestatização).

Alckmin e o PED de Covas fizeram o seguinte, nessa área (clique aqui para ouvir):


Empresas vendidas

- Empresas de saneamento Canoas I e II

- Estação de tratamento de água em Cajamar

- CPFL

- Eletropaulo/AES

- Comgás

- CESP Paranapanema

- CESP Tietê

Rodovias privatizadas

- Anhanguera

- Bandeirantes

- Imigrantes

- Anchieta

- Raposo Tavares

- Castelo Branco

- Região de Ribeirão Preto

- Região de Batatais

- Região de São João da Boa Vista

- Região de Bebedouro

- Região de Araraquara

- Região de Jaú

- Região de Itapetininga

- Região de Itapira

- Região de Itú

Transferidas para a União

- Fepasa

- Ceagesp

- Banespa (foi transferido para a União por R$ 2 bilhões e depois vendido pela União por R$ 7 bilhões)

Alienação de participação

- Sabesp

- Elektro

- Eletropaulo

Já governador, Alckmin privatizou:

- CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica)

- Nossa Caixa

- Subsidiárias da Nossa Caixa

- Linha 4 do Metrô (que já teve os envelopes da licitação abertos, mas a empresa não pode ser contratada por causa de uma ação judicial do sindicato dos metroviários, que tentam impedir a venda da linha 4)

- E já falou da possibilidade de privatizar o chamado “corredor norte de exportações”, composto pelas rodovias Dom Pedro, Carvalho Pinto, Ayrton Senna, Tamoios e pelo Porto de São Sebastião.

Alckmin é a favor da privatização. Vem de uma tradição (FHC e Covas) privatizante e não tem do que se envergonhar.

O eleitor de São Paulo provavelmente apoiaria, de novo, o que Covas e Alckmin fizeram no campo das privatizações, especialmente das rodovias. É um prazer andar numa estrada privatizada de São Paulo e um perigo ter que andar em estradas federais não privatizadas.

Por que Alckmin não anuncia aprofundar a privatização dos Correios, arena da mais grossa corrupção? Os Correios já são em boa parte privatizados, ou enfrentam a concorrência de empresas privatizadas, para o bem do usuário.

Em 1968, no tempo em que os bichos falavam, fui como correspondente da Veja cobrir a convenção do Partido Republicano em Miami. Um candidato razoavelmente obscuro, Ronald Reagan, propôs a privatização dos Correios. (O que demonstra que, na verdade, ele precede Margaret Thatcher, e não o contrário).

O notável economista (democrata) John Kenneth Galbraith deu uma entrevista em que anunciou: vou morar em Zâmbia, se Reagan privatizar os Correios.

Reagan perdeu. O escolhido foi Richard Nixon. Nixon ganhou e depois caiu.

Reagan se elegeu duas vezes. Não precisava mais defender a privatização. As pessoas já sabiam o que ele pensava. E foi o presidente americano mais popular.

Não adianta o Senador Arthur Virgilio subir à tribuna cem vezes para dizer que Alckmin é contra as privatizações.

Alckmin (como Reagan, Covas e FHC) é a favor.

Paulo Henrique Amorim, de Nova York, para o Conversa Afiada.


http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/394001-394500/394311/394311_1.html

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